Newsletter do dia 31/05/26
Oi pessoal. Esta é a décima sétima newsletter do Instituto da Ciência do Rejuvenescimento (ICR). Nestas newsletters, contaremos a vocês o que fizemos, desde a última newsletter enviada, para acelerar o desenvolvimento da ciência do rejuvenescimento.
Em julho de 2026, testaremos a nova composição em um experimento de rejuvenescimento de camundongos
No mês de julho deste ano (2026), vamos realizar um experimento de rejuvenescimento de camundongos no qual vamos utilizar a nova composição, feita de acordo com o artigo científico publicado por Harold Katcher em 2024 na revista Aging Cell. Ou seja, não precisaremos esperar até novembro deste ano (2026) — quando iniciaremos o teste com a nova composição em ratos — para sabermos se a nova composição tem efeitos rejuvenescedores em roedores. É bom lembrar que camundongos têm cerca de 10% do peso de ratos, de forma que a quantidade da composição a ser produzida é muito menor, o que significa que pode ser feita mais rapidamente.
O experimento com camundongos terá apenas camundongos velhos: um grupo com 9 camundongos tratados, e um com 9 camundongos controle. Haverá teste de força de agarre, memória e marcadores sanguíneos. Assim, em poucas semanas após as injeções nos camundongos, poderemos saber se há algum efeito de aumento da força de agarre. Três meses depois da primeira dose, os camundongos tomarão uma segunda dose. Dessa vez iniciaremos o experimento quando os roedores estiverem na meia-idade (12 meses de idade), e terminaremos o experimento quando já estiverem velhos (17 meses de idade). Dessa forma, garantiremos que os camundongos, incluindo os controles, estejam vivos em número significativo após os 5 meses de experimento.
Experimento na China usa vesículas de plasma de porco jovem para reverter Alzheimer em camundongos-modelo da doença
No dia 12 de maio deste ano (há pouco mais de duas semanas), foi publicado um artigo científico no Journal of Neuroinflammation que relata um experimento realizado na China em que os pesquisadores utilizaram vesículas extracelulares pequenas de plasma de porcos jovens (com uma semana a um mês de idade) para reverter o mal de Alzheimer em camundongos-modelo da doença. Ou seja, não eram camundongos normais, e sim camundongos geneticamente preparados para desenvolver Alzheimer em uma fase muito inicial da vida. O artigo pode ser acessado clicando aqui; ele é de livre acesso e seu texto completo está disponível ao baixar-se o PDF .
Em relação às diferenças deste estudo com o que nosso instituto está realizando — além do fato dos camundongos do estudo não serem normais, mas modelos de Alzheimer — todo o teste foi realizado com os animais tendo entre 6,5 e 8 meses, uma idade bem menor que a idade dos camundongos em nosso estudo. Também não foi realizado teste de força de agarre, visto que o estudo chinês foi focado no cérebro e no mal de Alzheimer. Por último, uma importante diferença é que os pesquisadores não realizaram um teste de longevidade nos animais, mesmo após estes apresentarem a reversão do mal de Alzheimer — até porque não eram camundongos normais. No nosso experimento, se os animais rejuvenescerem, pretendemos deixá-los viver até sua morte natural em um teste de longevidade, pois não há melhor evidência de que o processo de envelhecimento foi influenciado do que os animais tratados viverem consideravelmente mais do que os controles.
Mesmo com essas diferenças, e dado o fator de impacto relativamente alto do periódico que publicou o artigo, este experimento dos cientistas chineses é mais uma evidência de que as vesículas extracelulares pequenas (muitas vezes chamadas de exosomos) de mamíferos podem ser usadas em mamíferos de outras espécies com efeitos de regeneração e rejuvenescimento, sem efeitos tóxicos e imunológicos significativos. Além disso, esse artigo especificamente testou as vesículas extracelulares pequenas de plasma de porcos jovens, como estamos testando em nosso instituto. Dessa forma, não é mais somente Harold Katcher que reportou resultados significativos com esse tipo de tecnologia. Pretendemos com nossos experimentos — com a nova compo e com ratos normais, entre outras especificidades — sacramentar definitivamente o uso das vesículas extracelulares pequenas (ou de uma parte delas) de plasma de porcos jovens como a primeira forma comprovada e repetível de rejuvenescer roedores. Em poucos meses saberemos. A luta continua!
Este é um esforço coletivo
Este experimento é um esforço coletivo para reproduzir o estudo seminal de Harold Katcher, em que o ICR conta com a contribuição daqueles interessados na realização do experimento. Assim, se você conhecer alguém que possa se interessar pelo conteúdo desta newsletter, fique à vontade para encaminhá-la para esta pessoa. Da mesma forma, se você ainda não for um contribuidor financeiro, convidamos você a se tornar um, clicando neste link.
Então é isso. Seguimos em frente, e não vamos descansar até implementar o rejuvenescimento em seres humanos. Até mais!