Newsletter do dia 31/10/26

Oi pessoal. Esta é a vigésima segunda newsletter do Instituto da Ciência do Rejuvenescimento (ICR). Nestas newsletters, contaremos a vocês o que fizemos, desde a última newsletter enviada, para acelerar o desenvolvimento da ciência do rejuvenescimento.

Conseguimos só 4% de aumento na força de agarre dos camundongos; após falar com Katcher, entendemos por quê

Na última sexta-feira, dia 30 de outubro, realizamos o primeiro teste de força de agarre após a primeira dose do Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos, na reprodução do experimento seminal de rejuvenescimento de Harold Katcher. Conseguimos apenas 4% de aumento na força de agarre dos camundongos tratados, em comparação com os animais controle, e por isso conversamos hoje com Harold Katcher para entender por quê. O que aconteceu é que, durante o trabalho no laboratório para fazer a dose, surgiram algumas dúvidas, e não pudemos falar com Katcher naquele momento. Dessa forma, acabamos produzindo uma dose que teve cerca de 27% da potência que deveria ter.

Katcher nos tinha dito que deveríamos coletar a fração opalescente (de aparência leitosa) da solução que saísse da coluna cromatográfica. Porém, houve um gradiente de opalescência, começando com uma parte claramente opalescente, e com uma gradual redução da opalescência, e não sabíamos quanto dessa fração cada vez menos opalescente deveríamos coletar. Na conversa que tivemos hoje com Katcher, ficou claro que deveríamos ter coletado pouco menos da metade do que coletamos. Além disso, provavelmente por causa disso, o semissólido obtido após a concentração na membrana de diálise não pôde ser completamente dissolvido para o preparo das injeções, e coletamos somente a parte que conseguimos dissolver. Por fim, ao aplicar as injeções, o veterinário não injetou uma pequena parte do conteúdo do frasco, para evitar a formação de bolhas de ar na seringa. Levando todas as perdas em conta, a dose que aplicamos nos camundongos foi, como mencionado, aproximadamente 27% da dose que deveríamos ter dado, o que pode explicar o fraco efeito.

Vamos fazer mais um teste de força dos camundongos no dia 20 de novembro, e depois faremos outro antes da segunda dose a ser aplicada nos camundongos em janeiro de 2027. Nessa segunda dose, vamos tentar corrigir esses problemas que tivemos na primeira dose dos camundongos. Aliás, na conversa de hoje com Katcher, combinamos que se tivermos alguma dúvida durante os procedimentos laboratoriais cuja resposta não possamos encontrar em seus artigos científicos, poderemos entrar em contato com ele imediatamente. Além disso, em meados de novembro, reiniciaremos o Experimento de Rejuvenescimento de Ratos, e usaremos toda a experiência até o momento para ajustar a dose para finalmente conseguir a reprodução dos resultados do experimento original de Katcher.

Agora, estamos arrumando as malas para ir a Bruxelas, para fazer uma apresentação sobre nossa reprodução do experimento seminal de Katcher no Eurosimpósio sobre Envelhecimento Saudável e Longevidade, às 9h30 da sexta-feira, dia 6 de novembro (veja o site sobre o evento aqui). Quem puder comparecer, será um prazer encontrá-los pessoalmente!

Aumento percentual da força de agarre. Média do aumento percentual de cada animal. Os animais controle caíram em média 1,96% e os tratados aumentaram em média 2,04%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p = 0,62).

Aumento percentual do peso. Média do aumento percentual de cada animal. Os animais controle aumentaram em média 1,75% e os tratados aumentaram em média 0,76%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p = 0,58).

Aumento percentual da força por peso do animal. Média do aumento percentual de cada animal. Os animais controle caíram em média 4,07% e os tratados aumentaram em média 1,24%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p = 0,44).

Nina em frente ao prédio da Unipex (esquerda) e no laboratório fazendo o experimento (direita). Nicolás esteve presente no teste de força dos camundongos, na coleta de sangue e na aplicação da dose, mas esqueceu de tirar fotos.


Este é um esforço coletivo

Este experimento é um esforço coletivo para reproduzir o estudo seminal de Harold Katcher, em que o ICR conta com a contribuição daqueles interessados na realização do experimento. Assim, se você conhecer alguém que possa se interessar pelo conteúdo desta newsletter, fique à vontade para encaminhá-la para esta pessoa. Da mesma forma, se você ainda não for um contribuidor financeiro, convidamos você a se tornar um, clicando neste link.

Então é isso. Seguimos em frente, e não vamos descansar até implementar o rejuvenescimento em seres humanos. Até mais!

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