Newsletter do dia 31/08/26
Oi pessoal. Esta é a vigésima newsletter do Instituto da Ciência do Rejuvenescimento (ICR). Nestas newsletters, contaremos a vocês o que fizemos, desde a última newsletter enviada, para acelerar o desenvolvimento da ciência do rejuvenescimento.
Harold Katcher está esclarecendo nossas dúvidas relativas a seus artigos científicos
Funcionamento da coluna cromatográfica
Nas últimas semanas, Harold Katcher, o criador da terapia de rejuvenescimento que nosso instituto está tentando reproduzir, começou a esclarecer as dúvidas que tínhamos em relação a seus artigos científicos — tanto o artigo de 2023, publicado na revista Geroscience, quanto o artigo de 2024, publicado na revista Aging Cell. Ambos os artigos têm algumas partes ambíguas, que dificultaram a primeira tentativa de reprodução, realizada em março deste ano. Definitivamente, sem estes esclarecimentos, não vemos como o experimento de março poderia ter reproduzido os resultados do experimento seminal de Katcher.
Por exemplo, a dose foi estabelecida no artigo de 2023 baseada no peso do “precipitado”; porém, não estava claro no artigo se este “precipitado” se referia ao precipitado intermediário, que se forma após a adição de PEG, ou ao precipitado final, que se forma após o uso da membrana de diálise. Como isso não estava claro, tivemos que usar outros critérios para a definição da dose que podem ter feito ela ser muito diferente da que Katcher usou em seu experimento.
Outro exemplo é a forma como foi utilizada a coluna cromatográfica. Nos artigos de Katcher, apenas diz-se que uma coluna Sephadex foi usada, mas não se diz como — quais frações haviam sido coletadas, por exemplo. Sendo assim, em março tomamos a decisão de substituí-la por uma coluna Izon, que vem padronizada de fábrica. Porém, as frações coletadas em março não foram, dessa forma, necessariamente as mesmas coletadas por Katcher na Sephadex.
E há muitas mais diferenças entre o que fizemos em março e o que faremos agora, tanto no experimento de ratos (que será retomado em novembro deste ano), quanto no experimento de camundongos. Aliás, como anda o experimento de rejuvenescimento de camundongos?
Por que o início do Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos teve que ser adiado de julho para setembro/outubro de 2026
O início do experimento em julho deste ano foi fixado quando nosso instituto tinha um acordo com o Dr. Marcelo Mori, da universidade Unicamp, quanto a que o Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos seria realizado conjuntamente por nosso instituto e pelo seu laboratório. Aliás, o Experimento de Rejuvenescimento de Ratos está sendo realizado (e isso não mudou) em parceria com o laboratório do Dr. Mori. Porém, há algumas semanas, o Dr. Mori nos disse que seu laboratório teria dificuldade de realizar dois experimentos com altas expectativas (o de Rejuvenescimento de Ratos e o de Camundongos) simultaneamente. Assim, nosso instituto decidiu seguir adiante com o Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos sem a parceria com a Unicamp. Porém, nesse caso, as dificuldades técnicas poderiam ser muito grandes, a menos que… Harold Katcher entrasse em cena. De forma que a saída da Unicamp quanto a esse experimento e seu consequente adiamento permitiram que não o iniciássemos sem os esclarecimentos de Katcher, o que aumentou exponencialmente as chances de conseguirmos reproduzir seus resultados seminais nos Experimentos de Rejuvenescimento de Ratos e de Camundongos.
Outra consequência dos esclarecimentos de Katcher é que agora percebemos que o fato de não termos conseguido reproduzir em março seus resultados de aumento de força de agarre não quer dizer que seu método não funciona, ao haver tantas diferenças entre o método real e o que havíamos conseguido interpretar dos artigos em março. Isso nos traz um grande alívio, e nos enche de esperanças para focar nos experimentos com ratos e camundongos deste ano. Aliás, em que pé está o Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos?
Em que situação está o Experimento de Rejuvenescimento de Camundongos
Para explicar a vocês a situação deste experimento, nada melhor do que descrever nosso dia de hoje. Passamos o dia comprando os materiais e reagentes que usaremos no experimento. Conversamos com 3 fornecedores, esclarecendo todas as especificações, e fazendo as contas de quantos dias vai demorar para chegar cada coisa. Além disso, estamos na expectativa da reunião para o uso ético de animais que ocorrerá amanhã, relativa ao nosso experimento. Quanto aos camundongos envelhecidos, tivemos que cuidar dos detalhes da transferência dos animais para o biotério em que ocorrerá a aplicação da terapia. Isso sem falar que hoje esperávamos uma resposta sobre a disponibilidade de uma máquina de teste de força de camundongos, que possivelmente virá amanhã. É um ritmo frenético, mas vale a pena, e vai dar certo — se vamos reproduzir os resultados de Katcher, não sabemos, mas vamos fazer o experimento, e rápido. Nossa expectativa é coletar o sangue do porco ainda em setembro, ou talvez no início de outubro, e começar as injeções nos camundongos por volta de meados de outubro.
Este é um esforço coletivo
Este experimento é um esforço coletivo para reproduzir o estudo seminal de Harold Katcher, em que o ICR conta com a contribuição daqueles interessados na realização do experimento. Assim, se você conhecer alguém que possa se interessar pelo conteúdo desta newsletter, fique à vontade para encaminhá-la para esta pessoa. Da mesma forma, se você ainda não for um contribuidor financeiro, convidamos você a se tornar um, clicando neste link.
Então é isso. Seguimos em frente, e não vamos descansar até implementar o rejuvenescimento em seres humanos. Até mais!